Equipe da JFRS conhece comunidades que serão realocadas para construção da nova ponte do Guaíba

10 de abril de 2018

Acompanhados de servidores da Justiça Federal, os magistrados da 26ª Vara Federal de Porto Alegre, Hermes Siedler da Conceição Júnior e Ana Inès Algorta Latorre, estiveram ontem (9/4) nas Vilas Tio Zeca e Areia, na Zona Norte de Porto Alegre. O objetivo da visita técnica foi tratar sobre o reassentamento dos moradores, uma vez que a comunidade fica próxima à intersecção das ruas Voluntários da Pátria e Dona Teodora, local que servirá de acesso à nova ponte sobre o Rio Guaíba.

Vita áérea de parte da região, onde estão diversos casebres sobre os quais se sobrepõe, em transparência, o traçado das vias de acesso à ponte que serão construídas.

Vias de acesso passarão por onde, atualmente, estão localizadas mais de 900 casas

 

A comitiva contou, ainda, com representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e da construtora Queiroz Galvão. Durante a atividade, os juízes tiveram a oportunidade de conversar com os responsáveis pela construção a respeito das propostas para o reassentamento das famílias e, ainda, conhecer a obra.

 

Desocupação

Em 2015, um levantamento encomendado pela construtora Queiroz Galvão apontou a existência de 930 imóveis na comunidade. Pelo menos um terço dos cerca de 2170 moradores eram crianças com até 14 anos de idade. Mais da metade das famílias viviam com menos de dois salários-mínimos mensais, e um a cada seis residências não tinha sequer um banheiro, com vaso sanitário e chuveiro.

Vários casebres de madeira, em condições precárias, se aglomeram ao longo de uma rua

Imóveis serão desapropriados para a continuação da obra

 

Apesar de a desocupação ser indispensável para o prosseguimento da obra, os magistrados – que também atuam no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscon)  – ressaltaram a necessidade de cautela, tendo em vista que se trata de um assunto sensível. “As pessoas são muito apegadas às suas casas, independentemente da condição em que moram. Portanto, estas desapropriações têm que ser muito bem negociadas”, ressaltou Conceição Júnior. De acordo com o o juiz, a intenção é “estabelecer um projeto de conciliação para que se possa chegar a um resultado em que as pessoas alcançadas pela construção da ponte tenham um lugar digno para viver”.

Já Ana Inès destacou que, devido à condição socioeconômica dos atingidos, este caso específico se reveste de maior caráter social se comparado com outras desapropriações realizadas para execução de obras viárias. “A desapropriação, de certa forma, é uma espécie de violência. A nossa preocupação é que esta violência seja minimizada para que as pessoas possam, pelo menos, manter a sua condição de vida. Neste caso, ficou evidente que tem de haver uma melhora”, avaliou.

Com os pilares da nova ponte ao fundo, um grupo de pessoas usando capacetes sorri, lado a lado.

Grupo conheceu de perto o local das obras

Nova estrutura

A nova ponte sobre o Rio Guaíba começou a ser construída em 2014. A previsão inicial estipulava o início das operações de uso para o final de 2017, prazo que foi prorrogado por mais dois anos. Atualmente, segundo a Queiroz Galvão, 58% da obra já foi concluída.

Emergindo das águas do rio, estão diversas vigas de concreto que sustentarão a ponte

Previsão de término da obra é para 2019

 

A estrutura de 2,7 Km de extensão por 28 metros de largura vai do cruzamento das ruas Voluntários da Pátria e Dona Teodora até a Ilha Grande dos Marinheiros, e amplia para 40 metros a altura do vão entre a água e a ponte. A atual construção, localizada a 1,2 Km de distância, tem 24 metros de altura.

Assista, no vídeo abaixo, o que já foi feito até agora:

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