JF Uruguaiana (RS) condena grupo que “pescava” malotes em agências bancárias

A Justiça Federal do RS (JFRS) condenou quatro homens que furtaram mais de R$ 18 mil em agências bancárias de Uruguaiana e Alegrete fazendo uso de uma vareta com um anzol. Eles teriam tentado usar o mesmo método, sem sucesso, em Rosário do Sul. A sentença foi proferida pela juíza federal substituta Aline Correa de Barros, na titularidade plena da 1ª Vara Federal de Uruguaiana, em 27/11.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF), a tática usada pelos acusados consistia em distrair os funcionários enquanto um dos integrantes do bando aproveitava para “pescar” as bolsas de malote que ficam guardadas atrás dos balcões de atendimento. Com a estratégia, eles teriam conseguido levar mais de R$ 18 mil da Caixa Econômica Federal.

Em suas defesas, os réus argumentaram que não haveria provas suficientes para uma condenação. Um deles também alegou que não teria participado de todos os atos do processo, o que seria motivo para sua nulidade.

A magistrada, entretanto, considerou que não havia dúvidas quanto à materialidade e à autoria dos crimes. “A planilha confeccionada pela Polícia Federal durante as investigações, utilizando dados obtidos através da quebra de sigilo telefônico autorizada judicialmente, demonstra a sequência de deslocamentos dos números que estavam sendo utilizados pelos acusados”, apontou. Aline mencionou, ainda, imagens do circuito interno de vigilância das agência bancárias, “em que é possível constatar a presença simultânea dos cinco denunciados, bem como identificar perfeitamente o momento em que o furto se consumou”.

Os vídeos obtidos também mostraram que o grupo esteve em outros três bancos da região no mesmo período em que os furtos ocorreram, mas que em duas das ocasiões não houve tentativas de acessar os malotes ou envelopes com dinheiro. Já na terceira delas, o furto não se concretizou porque a gaveta do caixa estava trancada.

Os quatro homens foram condenados por furto, tentativa de furto e associação criminosa. As penas aplicadas foram de multa e reclusão, em períodos que variam de quatro anos a quatro anos e dois meses. Um quinto integrante do grupo responde a ação penal em separado. Cabe recurso das decisões ao TRF4.

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