Justiça Federal nega liberdade a quatro homens presos na Operação Petros

A 1ª Vara Federal de Santo Ângelo (RS) manteve a prisão preventiva de quatro homens presos no âmbito da Operação Petros. Os réus, que estão respondendo pelos crimes de tráfico internacional de drogas, posse ilegal de arma de fogo, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, haviam ingressado com pedido de liberdade provisória. As decisões são do juiz federal Marcelo Furtado Pereira Morales e foram proferidas na última semana (12 e 13/10).

A Operação Petros foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) em março deste ano e indiciou 16 pessoas. O grupo é acusado de atuar em três estados brasileiros (RS, SC e MS) e movimentar cerca de R$ 1 milhão mensais. Segundo denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF), a droga é comprada no Paraguai e trazida ao Brasil pela região de Ponta Porã (MS). De lá, ela é distribuída principalmente para cidades do litoral gaúcho e catarinense.

Um dos réus que protocolou o pedido de liberdade é apontado pelo MPF como o líder da quadrilha. Na ocasião em que foi preso, a PF encontrou em sua casa 21kg de cocaína, 5kg de maconha, uma pistola 380 e uma espingarda calibre 12, além de munições, balanças de prisão e uma pequena quantia em dinheiro falso.

O segundo homem é citado pelo autor como o responsável por operacionalizar a entrada dos entorpecentes no país. Ele teria sido flagrado em conversa telefônica solicitando a um parceiro a entrega de 7kg de drogas.

Os outros dois réus são apontados como ocupantes de cargos inferiores na hierarquia do bando. Um deles é referido como “mula”, responsável por auxiliar na distribuição e coleta de valores, e o outro como sendo o encarregado de vender a droga diretamente aos usuários.

Os homens ingressaram com pedido de liberdade provisória alegando não haver motivos que justificasse a manutenção de suas prisões. Após avaliar os argumentos, o juiz federal Marcelo Furtado Pereira Morales decidiu negar os pedidos por entender que não existem elementos que autorizem a revogação do acautelamento.

O magistrado afirmou que os réus “já demonstraram de diversas formas que, se permanecerem em liberdade, continuarão realizando suas condutas criminosas”. Ele também ressaltou o fato de o processo estar tramitando rapidamente, uma vez que já se encontra “na fase de alegações finais e na iminência de ser concluso para sentença”, apesar de ter sido ajuizado há pouco mais de quatro meses.

Os réus irão que permanecer presos, pelo menos, até o julgamento da ação. Cabe recurso das decisões ao TRF4.

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