Notícias

Cerimônia alusiva aos 30 anos da Justiça Federal em Rio Grande (RS) destaca pioneirismo da subseção

14 de junho de 2017 - 19:01

Nova sede foi inaugurada em 2013

A Justiça Federal em Rio Grande (RS) comemorou hoje (14/6) seus 30 anos de instalação. Autoridades, magistrados, servidores e comunidade participaram da solenidade, que aconteceu no auditório do prédio-sede da Subseção.

Estiveram presentes o vice-prefeito Municipal de Rio Grande, Paulo Renato Mattos Gomes; o diretor do Foro da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul (SJRS), juiz federal Eduardo Tonetto Picarelli; e a juíza de Direito Carolina Granzotto, representando a Direção do Foro da Comarca. Também participaram da cerimônia os juízes federais Marta Siqueira da Cunha, diretora do Foro da Subseção Judiciária de Rio Grande; Sérgio Renato Tejada Garcia, Claudia Maria Dadico, Adérito Martins Nogueira, Cristiano Estrela da Silva e Gessiel Pinheiro de Paiva, entre outras autoridades.

Na abertura dos trabalhos, Marta agradeceu o empenho de todos os que participaram da construção e desenvolvimento da Justiça Federal no município. “Conseguimos sistematizar o nosso objetivo, pautado nas necessidades dos jurisdicionados. Isso somente foi possível porque já havia a experiência do vivido que pode se expressar. Foi a experiência do trabalho antecedente que nos possibilitou a sistematização atual”, disse. “Que, nos próximos 30 anos, possamos seguir comemorando com o predomínio das forças que nos ligam e, não, das que nos separaram”, complementou.

Marta (E) elogiou atuação de magistrados e servidores

Já Picarelli abordou a importância de celebrar a atuação institucional e sua contribuição para a sociedade, recordando a recente comemoração dos 50 anos de reinstalação da Justiça Federal no estado e o processo de interiorização. “Não tenho dúvidas de que o processo de interiorização que iniciou em 1987 foi muito importante para a manutenção e consolidação da Justiça Federal”, assegurou. “O pioneirismo e a inovação são a marca da Justiça Federal em Rio Grande. Estamos falando de um passado de muitas realizações. Por isso, tenham orgulho do caminho percorrido até aqui, mas não deixem de observar o que poderia ter sido feito melhor”, sugeriu.

Encerrada a parte solene, a primeira diretora de secretaria a atuar em Rio Grande, Maria de Lurdes Lucchin, iniciou o bate-papo sobre a história da subseção. Maria de Lurdes contou que a primeira vara federal do interior do Estado contava com apenas quatro servidores, e que, apenas um dia após a inauguração, a unidade deveria funcionar plenamente. “A primeira audiência que participei, presidida pelo Dr. Vilson Darós, foi sobre um protesto marítimo. Vinda de Porto Alegre, eu não conhecia a situação. Felizmente, pude contar com a colaboração do advogado da seguradora”, relatou.

As dificuldades dos primeiros dias também marcaram a trajetória da servidora Carla Saggiomo Juliano, que permaneceu por mais de 25 anos na instituição. “Instalar a segunda vara, em 1993, foi um desafio, principalmente organizar o trabalho, as pastinhas com os processos”, lembrou.

Também participando da conversa, a juíza federal Cláudia Maria Dadico afirmou que os oito anos em que trabalhou no município litorâneo foram bastante intensos. Entre as ações que se destacaram, ela mencionou o mutirão de desapropriação para duplicação da BR 392 e a ronda da cidadania promovida pela prefeitura de Santa Vitória do Palmar. “Foi o primeiro juizado itinerante do Brasil”, ressaltou.

Intermediando a troca de ideias, o juiz federal Sérgio Tejada Garcia compartilhou com os convidados uma anedota sobre a distribuição de processos a cada criação de nova vara. Segundo comentou, o critério era o “par ou ímpar”. Ele também elogiou o perfil das pessoas que passaram e que fazem hoje o dia a dia da subseção, dizendo que sempre aderiram imediatamente a iniciativas que viriam em benefício do jurisdicionado, como foi a instalação do juizado especial federal.

No final do evento, todos concordaram com a juíza Cláudia ao apontar que a empatia é o legado de Rio Grande. “A sala do juizado é um laboratório para desenvolver a empatia. A empatia que vai além da compaixão”, concluiu.

Carla, Tejada (C), Cláudia e Maria de Lurdes relembraram história da JF

 

[Notícias anteriores]
www2.jfrs.jus.br