ExpoJud

Foco nas pessoas marcou participação da JFRS em evento sobre inovação

18 de junho de 2019 - 12:04
Pavilhão com dezenas de pessoas sentadas de frente para um palco com três telões, onde aparecem imagens simultâneas
Evento focado em inovação reuniu entidades ligadas ao sistema de Justiça

“O investimento mais importante que podemos – e devemos fazer – é nas pessoas”. Com essa fala, a juíza federal Daniela Tocchetto Cavalheiro, diretora do Foro da Seção Judiciária do RS, resumiu sua participação no painel “Inovação: o novo mindset”, integrante da programação do ExpoJud 2019. O evento, voltado às áreas de Inovação, Tecnologia e Direito, aconteceu nos dias 12 e 13 de junho em Brasília/DF.

Daniela (E) falou sobre iniciativas inovadoras surgidas na Justiça Federal gaúcha

A SJRS participou das atividades a convite da organização do evento. Além da diretora do Foro, o juiz federal Paulo Paim da Silva, o diretor da Secretaria Administrativa, Antonio Cesar Marques de Matos, e servidores que atuam no Inovatchê, laboratório de inovação da instituição, participaram do ExpoJud. O servidor Luigi Frusciante Filho também esteve presente e atuou como moderador no painel sobre LegalTechs.

Daniela iniciou sua apresentação abordando conceitos da psicologia positiva. Conforme afirmou, ainda hoje, predomina no serviço público o chamado “mindset fixo”, que tem como características a resistência à mudança, o apego a modelos do passado e a aversão ao risco. Para a magistrada, entretanto, o “mindset progressivo” existe dentro de todas as pessoas, sendo dever do gestor estimulá-lo. “O nosso desenvolvimento enquanto seres humanos demonstra que todos temos isso dentro de nós: essa capacidade de aprendizado constante, de buscar novos caminhos e explorar possibilidades. Basta um empurrãozinho pra que as pessoas saiam da caixa”, disse.

Atuando em uma das instituições mais informatizadas do país, responsável pelo desenvolvimento dos sistemas eproc e SEI, a juíza reiterou a importância da tecnologia a serviço do Judiciário, mas lembrou que a verdadeira mudança passa pelas pessoas. “A inteligência artificial, tão falada atualmente, potencializa aquilo que já é feito. Se hoje fazemos mil coisas de uma forma tradicional, com o uso de AI, poderemos fazer cem mil coisas de forma tradicional”, exemplifica. “ A verdadeira inovação estará naquilo que as pessoas criam e que a tecnologia pode potencializar”, complementou.

Espaço do Inovatchê recebeu dezenas de visitantes durante o evento

Ela exemplificou citando iniciativas como o Portas para o Futuro e o projeto Futuridade, soluções decididas horizontalmente e de forma colaborativa por magistrados e servidores. “Nesses dois projetos, tanto o formato de trabalho quanto o foco na humanização permitiram aos servidores colocar o seu melhor a serviço da instituição, à medida em que perceberam que somos elemento de mudança na instituição e na sociedade”, assegurou. “ O mesmo posso dizer sobre o Inovatchê, nosso laboratório de inovação. Trata-se de uma construção horizontal. As pessoas já estavam preparadas para inovar, tinham esse desejo; bastava apenas um incentivo”, ponderou. “Quem participa, se sente empoderado ao ver suas ideias e propostas serem efetivadas. Nesse sentido, é uma relação de ganha-ganha, onde ganham os servidores, e ganha também o gestor”, concluiu.

A primeira edição do ExpoJud reuniu importantes representantes das áreas de inovação, tecnologia e empreendedorismo voltados ao sistema judicial. Temas como soluções de Inteligência Artificial, Blockchain e LGPD foram debatidos em mais de 24 painéis, alguns acontecendo de forma simultânea. Além disso, 25 instituições da justiça brasileira estiveram presentes com expositores especialmente montados para a apresentação de cases e o networking.

Sobre o Inovatchê

Inaugurado em abril deste ano, o Inovatchê é um espaço para a discussão, a reflexão e a proposição de soluções para questões complexas do dia a dia da Justiça Federal. Uso de metodologias ágeis, escuta ativa, foco no ser humano, colaboração e construção coletiva são alguns dos preceitos que regem as atividades realizadas dentro do Inovatchê, seja por juízes e servidores, seja por atores externos convidados a contribuir.

Atualmente, o laboratório conta com onze laboratoristas, que atuam na condução de propostas de inovação relacionadas à gestão do orçamento público, ao futuro do quadro funcional, à relotação de servidores e à melhoria do atendimento ao público. O grupo conta com a mentoria de Alvaro Gregório e Gabriela Dourado, do iLabs Services.

Sobre o Portas para o Futuro

A Justiça Federal gaúcha ingressou no Programa Jovem Aprendiz celebrando um convênio com Banrisul, CIEE e Ministério Público Estadual. Desde o início de 2019, a sede da instituição em Porto Alegre conta com 13 jovens acolhidos pelo Estado em casas-lar ou abrigos.

Os adolescentes de 14 a 17 anos exercem jornada de 16 horas semanais de trabalho, divididas por quatro dias da semana. Para realizar suas atividades nas unidades judiciárias e administrativas, eles contam com o apoio de juízes e servidores. Uma vez na semana, participam de cursos no CIEE de Ocupações Administrativas.

Dentro do projeto, os jovens aprendizes recebem remuneração no valor de meio salário-mínimo regional, que é pago pelo Banrisul, em atendimento à Lei 10.097/2000. O prazo de contratação é de 24 meses.

Sobre o Futuridade

Desenvolvido de agosto a dezembro de 2018 na Seção Judiciária do RS, o Projeto Futuridade contemplou a realização de palestras e a formação de grupos com adesões voluntárias para o desenvolvimento de ações para promover a sustentabilidade ambiental, econômica e social.  Trabalhando com os Eixos da A3P – Agenda Ambiental na Administração Pública, os grupos elaboraram propostas que resultaram em Planos de Ação – formatados a partir das diretrizes do PLS, Resolução 201/2015 do CNJ – que já começaram a ser implementados ainda em 2018.

Entre os indicadores de sucesso do projeto, estão a eliminação do descarte de mais de 500.000 copos plásticos/ano (números de 2017), com estimativa de evitar que mais de 1.000 kg de plástico/ano sejam dispersados. Além disso, foi revisto o edital para construção ou adaptação de prédio a ser locado em Santana do Livramento, para que a edificação seja mais sustentável, servindo de modelo para futuras construções.

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