dependência química

JFRS realiza segundo encontro de encerramento de participantes do projeto Justiça Inclusiva

9 de agosto de 2019 - 17:15

O 2º Encontro de Encerramento, realizado pelo projeto Justiça Inclusiva, da Justiça Federal do RS, fechou o ano transcorrido para os autores de processos que cumpriram o acordo judicial e que, portanto, passaram a realizar tratamento para a dependência química nos serviços de saúde publica. Os participantes puderam trocar experiências e receberam certificados ao final do evento.

juiz Picarelli em pé falando

Um dos idealizadores do projeto, o juiz federal Eduardo Picarelli abriu os trabalhos. Ele parabenizou os participantes e seus familiares, além de sanar dúvidas acerca de questões judiciais relacionadas ao tema.

Em seguida, foi realizada uma dinâmica, a fim de conhecer e compartilhar o impacto e as transformações identificadas nas vidas dos participantes do projeto e de suas famílias.  A atividade gerou uma discussão muito rica em compartilhamento de experiências entre os participantes do encontro.

assistente social Ecléria Alencastro fala ao grupo, pessoas sentadas em semicírculo

Ao final, foram entregues certificados aos participantes, juntamente com uma mensagem de apoio e agradecimento.

“É uma incrível sensação acolhimento, é a gente saber que tem uma luz no fim, que nos dá esperança no futuro e nas pessoas”, comentou uma participante. Agora, ela planeja voltar para o mercado de trabalho, na sua área técnica, que é a da Enfermagem. Ela ainda manifestou um desejo pessoal, de trabalhar com o acolhimento de dependentes químicos. “Hoje eu sei o valor de um olhar nos olhos, um aperto de mão um abraço, e quero poder ajudar estas pessoas, assim como eu fui ajudada”, completou emocionada.

assistente social Luisanna Semeraro entrega ceritificado a participante do projeto

O projeto

O projeto Justiça Inclusiva, criado em 2015, tem como foco os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que são dependentes químicos e ingressam com ações judiciais requisitando auxílio-doença, benefício assistencial ou aposentadoria por invalidez. O fluxo dos processos que ingressam no Justiça Inclusiva inicia pela verificação dos requisitos legais, passando pela realização de perícias médica e psicossocial. Posteriormente, os casos são encaminhados para tentativa de conciliação.

Aos autores, é ofertada a possibilidade de implantação do benefício requerido pelo prazo médio de um ano, período em que poderão se dedicar à contrapartida acordada: o tratamento na rede pública de saúde. O projeto também procura a reinserção dos autores das ações no mercado de trabalho, foi firmada parceria com o Senac, que disponibiliza vagas gratuitas em cursos, como culinária, informática, barbeiro e micropigmentação.

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