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JFRS abre programação sobre inclusão e identidades étnicos-raciais

22 de novembro de 2016 - 18:10
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Espaço de exposições do Memorial da JFRS recebeu público diversificado.

O Memorial da Justiça Federal do RS (JFRS) abriu hoje (22/11) uma nova programação abordando a questão da inclusão e das identidades étnico-raciais. A solenidade de abertura contou com a participação de um grande e diversificado público e foi conduzida pelo diretor do Foro da instituição, juiz federal Eduardo Picarelli.

Picarelli apresentou a nova temática trabalhada intitulada “Direitos Humanos, o Direito à Inclusão e Identidades Étnicos-Raciais: o debate na Justiça Federal sobre aceitação das diversidades e a percepção do outro em seu amplo aspecto, e as cotas raciais e sociais, abordando a questão do racismo e da discriminação”. “Os objetivos desta programação são destacar as diferentes expressões dos direitos humanos na vida e demonstrar a atuação da Justiça Federal na busca da solução de conflitos, de forma aproximá-la ainda mais da sociedade”, afirmou.

Quem visitar o local vai poder visualizar obras dos adolescentes da Fase sobre o universo de Pablo Picasso, fotos e vídeo de estudantes do Instituto de Educação abordando a luta contra o racismo, fotografias retratando a resistência do quilombo urbano Areal da Baronesa e versões táteis de obras de Ado Malagoli. Os presentes na solenidade de abertura foram brindados ainda pelas explicações dos autores ou responsáveis de duas das exposições sobre a origem, desenvolvimento e objetivos do trabalho realizado.

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Picarelli falou sobre o papel social da Justiça Federal

Picasso vai à FASE

O professor e artista plástico Aloizio Pedersen falou sobre o projeto Artinclusão: a linguagem simbólica do desenho e da pintura como ferramenta de inserção social, que desenvolve com os adolescentes da Fase. Ele pontuou que os jovens vivem, desde cedo, um profundo sofrimento psicológico, originada das mais variadas formas de violência pelas quais convivem, como doméstica e sexual. Segundo o professor, isso provoca uma reação de agressão neles ao encontrar indivíduos que possuam uma condição de vida que eles não possuem, fazendo o outro se transformar em vítima para que não percebam que eles também são vítimas em casa.

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Pedersen relatou sua experiência com o projeto Artinclusão

De acordo com o artista plástico, a pintura, através do risco e da cor, promove um efeito psíquico em quem participa do projeto, promovendo o acolhimento das emoções e o autoconhecimento. O objetivo é conseguir mudar a rede neural desses adolescentes, provocando uma transformação na vida que resulte na saída deles do universo do crime. Ao contar emocionado a história de um dos jovens que saiu da Fase, conseguiu trabalho e foi morto recentemente justamente por ter deixado a prática delituosa, Pedersen aponta como a realidade desses menores é problemática e como é preciso uma atuação efetiva do Poder Público para que haja efetivamente um reinserção deles na sociedade.

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Projeto oportunizou a adolescentes fazer releituras da obra de Pablo Picasso

Instituto de Educação na Luta contra o Racismo

Os professores Wagner Innocêncio, Guilherme Bertuzzi e Laura Montemezzo e os alunos do ensino médio do Instituto de Educação Flores da Cunha explicaram o trabalho desenvolvido durante a Semana da Consciência Negra de 2015, que originou a mostra exposta no Memorial. Os estudantes foram motivados a elaborar frases que indicassem a presença de preconceito.

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Innocêncio apresentou o trabalho de seus alunos

Os jovens, ao falar sobre a atividade desenvolvida, refletem sobre como expressões ou ideias, arraigadas culturalmente, são repletas de preconceitos. “Estou cansado de ouvir as frases dos cartazes, estou cansado das pessoas trocarem de rua em função do meu cabelo, da minha cor”, desabafou um dos alunos. Pautado nas falas de todos estava a presença marcante ainda hoje do racismo na sociedade brasileira. A exposição, segundo eles, tem o objetivo de provocar a autocrítica para que as pessoas reconheçam que também são racistas e se esforcem para mudar esta realidade.

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Projeto foi idealizado pelos próprios alunos do Ensino Médio e realizado sob supervisão dos professores

Ao final da cerimônia, estagiários do Programa de Educação pelo Trabalho do TRF4, compostos por jovens da Fase, estavam autografando o livro Virando a Página.

Estiverem presentes no evento a defensora chefe da Segunda Categoria da Defensoria Pública da União, defensora pública Sabrina Piccoli Marques, o presidente nacional da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos Francisco Eduardo Coelho da Rocha e a representante da presidência da Associação de Cegos do RS, Janete da Silva Vermes. Juízes federais, servidores da JFRS e TRF4, funcionários terceirizados e estagiários também participaram da solenidade.

Programação aberta ao público

O evento “Direitos Humanos, o Direito à Inclusão e Identidades Étnicos-Raciais: o debate na Justiça Federal sobre aceitação das diversidades e a percepção do outro em seu amplo aspecto, e as cotas raciais e sociais, abordando a questão do racismo e da discriminação” conta com colaborações de órgãos como o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul e a Procuradoria Regional da República da 4ª Região. Participam, ainda, a Defensoria Pública da União no Rio Grande do Sul, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli e as seções judiciárias do Paraná e de Santa Catarina.

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Exposição fica aberta ao público até 06/03/2017

Exposições:

– “Picasso vai à FASE” – exposição que integra o Projeto Artinclusão: a linguagem simbólica do desenho e da pintura como ferramenta de inserção social.

– “Instituto de Educação na Luta contra o Racismo” –  trabalho desenvolvido pelo fotógrafo e professor Wagner Innocêncio Cardoso em parceira com professores e alunos do ensino médio do Instituto de Educação General Flores da Cunha.

– “Exposição Areal da Baronesa” – exposição de autoria do fotógrafo Tamires Kopp e sua equipe.

– “Exposição em versões táteis de obras de Ado Malagoli” – pertencentes ao Núcleo Educativo do Margs, executadas por Gabriela Bom.

Serviço:

Onde: Memorial da Justiça Federal RS (rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, nº 600, 9º andar) Quando: até 06/03/2017, de segundas às sextas-feiras, das 13h às 18h Quanto: gratuito Contato: visitas em grupo podem ser agendadas pelo email: memoria@jfrs.jus.br

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Versões táteis de obras de Ado Malagoli

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Eventou contou com tradução em LIBRAS

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Exposição apresenta conteúdo em diferentes plataformas

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Público também pode ter acesso a processos históricos do Memorial da JFRS

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