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JFRS começa a utilizar chamadas de vídeo do WhatsApp em audiências de conciliação

26 de outubro de 2018 - 17:03
  O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania(Cejuscon) da Justiça Federal em Porto Alegre (RS) começou a utilizar, nesta quinta-feira (25/10), o aplicativo WhatsApp para realizar audiências de conciliação por meio de chamadas de vídeo. A iniciativa busca facilitar a comunicação entre as partes e contribuir para um aumento na solução consensual de conflitos. A juíza federal Ingrid Schroder Sliwka, da 5ª Vara Federal da capital e responsável pelo Fórum de Conciliação Virtual, destacou os pontos positivos da adoção da tecnologia. “A chamada de vídeo deixa a conciliação mais produtiva. O contato visual permite que as partes conversem de uma forma mais fluída, tornando mais fácil um eventual acordo entre elas”, destacou a magistrada. Desde que entrou em vigor, em 2016, o novo Código de Processo Civil já previa a oportunidade de realização de audiências pelo meio virtual. Até agora, porém, o sistema e-proc só disponibilizava o ambiente do chat para que as partes pudessem conversar buscando um possível acordo. Segundo Ingrid, a adoção da tecnologia só tem a contribuir com as atividades da Justiça. As boas impressões a respeito do uso da ferramenta foram compartilhadas pelo preposto da Caixa Econômica Federal Francisco Flores e pelo advogado Ronaldo Mendes Medeiros, que foram um dos primeiros a participar da audiência com o uso do aplicativo. Eles destacaram a praticidade nas tratativas, que se tornam mais dinâmicas com o contato visual. O conciliador Renan Labes Girardi também elogiou as funcionalidades da tecnologia na realização das conciliações. A servidora Gisele Lopes, diretora do Cejuscon, também destacou a economia que a iniciativa pode trazer, tanto para a Justiça quanto para as partes. “A Justiça Federal gaúcha já trabalha com a conciliação virtual. No entanto, ao contrário das chamadas de vídeo por meio do aplicativo, as vídeoconferências só podem ser realizadas caso a parte se dirija até uma subseção judiciária. Agora, com um smartphohe e acesso à internet, o jurisdicionado pode resolver seu caso até mesmo de casa”, frisou Gisele. Apesar de não substituir o contato humano, a tecnologia por ser uma aliada na construção de uma solução autocompositiva. A JFRS procura utilizar estas ferramentas para promover uma prestação jurisdicional mais célere e qualitativa. Aparece homem olhando para celular com imagens de outras pessoas na tela e computador na frente dele  

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