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JFRS condena homem que agrediu policial rodoviário após colidir veículo roubado em viatura policial

13 de junho de 2017 - 12:40
Comparsa também foi condenado A 11ª Vara Federal de Porto Alegre (RS) condenou um homem que teria se envolvido em luta corporal com um policial rodoviário federal após uma perseguição na BR 116. O veículo que ele conduzia teria sido roubado dias antes. Um comparsa do acusado também foi condenado pelo juiz federal Roberto Schaan Ferreira em sentença publicada em 7/6. De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF), os dois réus teriam abordado a proprietária do automóvel quando ela chegava em casa, no bairro Passo da Areia, com o filho de sete meses de idade. As vítimas teriam sido levadas e mantidas sob a ameaça de armas de fogo por um longo período, até serem liberadas durante a madrugada. Dois dias depois, eles teriam furado um bloqueio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) quando trafegavam na rodovia federal, no município de Canoas. Após fugirem em alta velocidade e colidirem com a viatura policial, os homens teriam sido detidos. Um deles teria conseguido se desvencilhar das algemas, desferindo socos e pontapés no agente policial. Em suas defesas, os denunciados sustentaram a incompetência da Justiça Federal para processar e julgar o roubo do automóvel. Alegaram, também, que os fatos não teriam ocorrido como narrado pelo MPF. Para o magistrado, os elementos colhidos ao longo do processo comprovariam a autoria e a materialidade dos crimes de roubo, direção sem habilitação e resistência. Entre as provas produzidas, estariam o auto de prisão em flagrante, os depoimentos da proprietária do automóvel e dos agentes policiais, o registro do roubo do veículo e o auto de reconhecimento pela vítima. O réu que se envolveu em luta com o servidor público foi condenado a sete anos, dois meses e dez dias de detenção em regime fechado e ao pagamento do equivalente a 253 dias-multa, no valor de 1/30 de salário-mínimo, cada. O outro deverá cumprir seis anos de reclusão em regime semi-aberto e pagar o equivalente a 126 dias-multa, no valor de 1/30 de salário-mínimo. Cabe recurso ao TRF4.

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