Memória

JFRS promove exposição com processos raros e históricos

5 de junho de 2019 - 14:21
Processos da primeira fase da Justiça Federal estarão expostos
Processos da primeira fase da Justiça Federal estarão expostos

A Justiça Federal do RS (JFRS) abre, hoje (5/6), a mostra “Contando histórias… buscando justiça: o período de 1890-1930”. Os processos e peças expostos permitem traçar um panorama das discussões da época, relacionadas ao início da República e as revoltas ocorridas nos anos posteriores, como a Federalista.

Quem visitar a exposição poderá ver como o novo Direito, iniciado com a Constituição Republicana em 1891, precisava ainda solucionar litígios originários da época do Império. Um dos processos apresenta a reivindicação de um terreno situado às margens do rio Guaíba em Porto Alegre. A família autora alega ser herdeira dos direitos do dono do terreno, que partira para São Paulo em função da Revolução Farroupilha e teve as terras apropriadas pelo governo.

Parceria com Museu Júlio de Castilhos enriquece a mostra

Em outra ação, pode-se perceber que o fim da Revolução Federalista significou a hegemonia do Partido Republicano no RS, mas não o fim das desavenças entre grupos rivais com ressentimentos históricos. Em 1889, um maragato impetra habeas corpus em seu favor após ser vítima de atentado, dois anos antes. Segundo ele, os “exaltados e intolerantes adversários maquinaram contra sua vida” por ter sido revolucionário.

A exposição conta com parceira com o Museu Júlio de Castilhos, que cedeu peças da época da Revolução Federalista. Estarão na mostra, por exemplo, o quepe de gala do general Flores da Cunha e o lenço chimango pertencente à Borges de Medeiros.

As disputas eleitorais também começaram a figurar nas demandas judiciais. Em 1921, candidato a deputado federal contestou a validade do pleito municipal de Cachoeira do Sul, solicitando perícia nas assinaturas lançadas no livro de registros de cartório em função de supostas fraudes eleitorais.

Demandas relacionadas às revoluções da época movimentar o Judiciário

Na exposição, também estará presente um processo em que um gerente de jornal impetra habeas corpus por se sentir ameaçado de constrangimento por parte das autoridades de Porto Alegre. As perseguições foram atribuídas ao teor das reportagens veiculadas no jornal, tidas como simpáticas ao movimento revolucionário vigente em 1923.

A exposição é aberta ao público e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 13h às 19 h. O prédio sede da JFRS fica localizado na Rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, 600 – Praia de Belas, em Porto Alegre.

Reportagens do jornal teriam motivado perseguições

Tópicos relacionados

Outras notícias

Todas as notícias
Logotipo do projeto Portas para o Futuro

Aplicativos Eproc

Loja Google Play Loja App Store
www2.jfrs.jus.br