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JFRS: réus estrangeiros são interrogados em ação que investiga tráfico de drogas no eixo Brasil-Nigéria-Paquistão

6 de setembro de 2016 - 19:20

A 22ª Vara Federal de Porto Alegre (RS) promoveu, na sexta-feira (2/9), uma audiência de instrução processual em uma ação que investiga tráfico internacional de drogas. O interrogatório dos três réus, dois nigerianos e uma filipina, e a oitiva de duas testemunhas de acusação foram realizados com auxílio de intérprete. Eles responderam aos questionamentos da juíza federal Cristina de Albuquerque Vieira, dos defensores públicos e do representante do Ministério Público Federal (MPF).

Os demandados são acusados de fazer parte de uma quadrilha multinacional composta por nigerianos e com ramificações no Paquistão, com o intuito de traficar cocaína a partir do Brasil. A droga seria entregue naquele país, onde o grama seria vendido no varejo a preços entre US$150 e US$200, pelo menos 30 vezes mais caro do que no mercado nacional. De acordo com a denúncia apresentada pelo MPF, um dos nigerianos e a filipina atuariam no esquema como “mulas”, enquanto o outro seria encarregado da manipulação e camuflagem da substância em objetos pessoais.

A acusação

Segundo o autor, em outubro de 2015, no Aeroporto Internacional Salgado Filho, a Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante a filipina enquanto ela aguardava para embarcar rumo ao Paquistão. Os agentes relataram que suspeitaram da passageira quando ela comentou que viera a Porto Alegre a turismo, mas quando indagada não soube dizer quais pontos turísticos havia conhecido ou o nome dos amigos que alegava ter vindo visitar.

Ao revistarem a bagagem da mulher, encontraram dois quilos de cocaína escondidos em pincéis, cápsulas de suplementos alimentares e caixas de chocolates. Através das evidências coletadas na apreensão, incluindo dados de remessas monetárias internacionais, a PF chegou aos dois nigerianos, que tiveram decretadas suas prisões preventivas. Segundo o MPF, eles teriam recebido diversas transferências, entre R$ 400 e R$ 1.900, remetidas do Paquistão pelo suposto líder da quadrilha.

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