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Menor aprendiz: Justiça Federal gaúcha abre portas para jovens abrigados

25 de setembro de 2018 - 17:31
pessoas sentadas à mesa conversam
A oportunidade de deixar pra trás as dificuldades do passado e iniciar uma nova vida, independente, produtiva e gratificante. É isso o que a Justiça Federal gaúcha pretende oferecer a dez jovens abrigados que serão selecionados para participar do programa Menor Aprendiz na instituição. O convênio que torna possível a iniciativa foi assinado, na manhã de hoje (25/9), pela diretora do Foro da JFRS, juíza federal Daniela Tocchetto Cavalheiro, e representantes do Banrisul, do CIEE e do Ministério Público do RS. A subprocuradora-geral de Justiça de Gestão Estratégica, Ana Cristina Cusin Petrucci; e a promotora de Justiça da Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude, Cinara Vianna Dutra Braga, também participaram do ato. Os jovens de 14 a 17 anos iniciarão suas atividades ainda neste semestre. Durante quatro dias da semana, ao longo de quatro horas por dia, eles exercerão atividades nas unidades judiciárias e administrativas da SJRS, contando com o apoio de juízes e servidores. Uma vez na semana, participarão de aulas no CIEE de matérias como matemática, português, noções básicas de contabilidade, inglês e empreendedorismo, entre outras.  
3 mulheres conversam à mesa

Ana Cristina, Cinara e Daniela conversam sobre o Convênio

  Segundo a diretora do Foro da JFRS, é essencial que as instituições públicas repensem seu papel social, não se limitando a apenas realizar, com eficiência e agilidade, suas atribuições precípuas. “É importante que tenhamos consciência de que somos agentes de transformação, tanto na atividade jurisdicional, quanto na maneira como conduzimos a gestão das unidades, na forma como tratamos os colegas, as partes e os terceirizados, e nas oportunidades que podemos oferecer”, afirma. “Neste caso, estamos abrindo as portas para receber jovens que foram afastados de suas famílias; que, em alguns casos, foram vítimas de violência, que teriam inúmeros motivos para não acreditar na possibilidade da mudança. Cabe a nós mostrar-lhes que é possível, sim, sonhar e concretizar”, completa Daniela Tocchetto Cavalheiro. O programa tem duração prevista de 24 meses. Dentro do projeto, os jovens aprendizes receberão remuneração no valor de meio salário mínimo regional. A primeira reunião dos envolvidos acontece na próxima segunda-feira (1°/10).  

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