Notícia

Memória e futuro marcam comemoração dos 50 anos da Justiça Federal no RS

10 de maio de 2017 - 19:52
c

Evento lotou auditório da Justiça Federal em Porto Alegre

Orgulho da trajetória percorrida e desejos de um futuro com foco cada vez mais voltado para o cidadão marcaram as comemorações dos 50 anos de reinstalação da Justiça Federal no Rio Grande do Sul. A cerimônia foi realizada hoje (10/5), em Porto Alegre, com patrocínio da Caixa e apoio da Ajufergs. Magistrados, servidores e convidados conheceram, em primeira mão, o livro que reúne decisões judiciais que marcaram a história da instituição, além do selo personalizado e o carimbo comemorativo cedidos pelos Correios. Também participaram de um bate-papo com o ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça Gilson Dipp, a desembargadora federal Salise Sanchotene e o juiz federal Loraci Flores de Lima, além do servidor Flávio Vilwock. Sob a condução do juiz federal Roberto Schaan Ferreira, os participantes compartilharam relatos sobre fatos e momentos que moldaram a atuação jurisdicional nas últimas cinco décadas, encerrando com reflexões sobre o legado que se pretende deixar para as próximas gerações.
C

Lima (E), Dipp, Schaan, Villwock e Salise debateram o futuro da Justiça

Na abertura dos trabalhos, o diretor do Foro da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul (SJRS), juiz federal Eduardo Tonetto Picarelli, falou sobre o porquê de comemorar a data. “Entendemos importante realizar a celebração da data de sua reinstalação no Rio Grande do Sul, pois é a partir da sua reinstalação que a Justiça Federal teve a possibilidade de se consolidar perante a sociedade como uma instituição absolutamente necessária para assegurar ao cidadão a realização da defesa imparcial dos seus direitos frente ao Estado”, explicou. Lançando oficialmente o livro “Justiça Federal – memória e futuro”, Picarelli agradeceu a todos os que colaboraram com as atividades alusivas à data, com destaque para os que fazem o dia-a-dia da Justiça Federal. “Tenho certeza de que a Justiça Federal está em boas mãos. Está nas boas mãos dos juízes, servidores, advogados, públicos e privados, peritos, estagiários, terceirizados e outros colaboradores e, acima de tudo, do jurisdicionado, razão de existir do Poder Judiciário e que nos faz sempre buscar sermos melhores”, afirmou.
C

Picarelli discursou sobre a relevância da instituição para a sociedade

Representando os Correios na solenidade, o diretor regional Jorge Luiz de Andrade Oliveira saudou o papel do Judiciário federal na promoção da pacificação social. “Este evento demonstra o grau de importância que essa instituição possui no Estado, onde tem participação em todos os momentos de nossa história, com o principal objetivo de promover a cidadania e a paz social, cujos efeitos das ações dessa instituição refletem-se positivamente em diversos segmentos da sociedade, até mesmo na economia de nosso país”, mencionou. Ele também apresentou o selo postal e o carimbo especialmente criados para marcar a data. Segundo Oliveira, o carimbo comemorativo ficará disponível, por 30 dias, na Agência Central dos Correios de Porto Alegre e será colocado em todas as correspondências destinadas ao Brasil e ao exterior. “São instrumentos que nos ajudam a preservar o patrimônio cultural e histórico do país”, comentou.
C

Penteado (E), Picarelli e Oliveira realizaram a obliteração do selo personalizado

Também presente, o presidente da Associação dos Juízes Federais do RS (Ajufergs), juiz federal Gerson Godinho da Costa lançou a terceira edição da cartilha “Juiz Federal: satisfação em conhecê-lo”. O material aborda, de forma lúdica, temas como a competência e a estrutura da Justiça Federal. “Embora já tenham se passado 50 anos, ainda não somos suficientemente conhecidos ou reconhecidos pela comunidade. Por isso, essa cartilha vem para aproximar ou fazer conhecer, pelo público leigo, o trabalho aqui desenvolvido”. Ele também homenageou o ministro Dipp e a desembargadora Salise por iniciativas adotadas quando estiveram à frente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e da Direção do Foro da SJRS, respectivamente. O ministro foi o responsável pela instalação das primeiras varas federais especializadas em lavagem de dinheiro. Já a magistrada implementou diversas ações voltadas à ampla divulgação da atuação institucional.
C

Godinho da Costa lançou a terceira edição da cartilha sobre os juízes federais

Após o encerramento da parte solene, o momento de resgate da história e debate sobre as perspectivas de futuro levou a reflexões sobre a ampliação do uso da tecnologia, valorização dos servidores, melhoria da gestão, solução autocompositiva dos conflitos, sistema prisional e novas abordagens em relação ao crime. Estiveram presentes na cerimônia, entre outras autoridades, o presidente do TRF4, desembargador federal Luiz Fernando Wowk Penteado; o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal José Néri da Silveira; os desembargadores federais Marga Inge Barth Tessler, Ricardo Teixeira do Valle Pereira e Fernando Quadros da Silva, além dos desembargadores federais aposentados Vilson Darós e Pedro Máximo Paim Falcão. Ainda, participaram o secretário de Modernização Administrativa e dos Recursos Humanos Raffaele Quinto Di Camelli; o coronel José Roberto Faiolo da Silva; a procuradora Regional da União Lisiane Ferrazo Ribeiro, o gerente regional da Superintendência Regional de Porto Alegre da Caixa, Eduardo de Mello e o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no RS, Luiz Eduardo Amaro Pellizzer, bem como juízes federais, representantes de órgãos e instituições estaduais e outros. A artista plástica Zoravia Bettiol, autora da xilogravura “A Lenda do Guardião da lei”, que ilustra o material comemorativo dos 50 Anos da Reinstalação da Justiça Federal do RS também se fez presente. Ao final da cerimônia, foi aberta oficialmente a exposição fotográfica denominada ID “Id 9037a84”, de autoria de Iara Nunes. As obras incluídas na mostra partem da apropriação de retratos “3×4” anexados, em cópia xerox, em diversos tipos de processos e requerimentos. Para a autora, assim são os indivíduos: tão diferentes e tão iguais aos demais. A artista representa a sujeição de todos ao desaparecimento, perdidos na burocracia.   [scrollGallery id=137]

Outras notícias

Todas as notícias
Logotipo do projeto Portas para o Futuro

Aplicativos Eproc

Loja Google Play Loja App Store
www2.jfrs.jus.br