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Operação Rodin: testemunhas em ação contra Yeda Crusius começam a ser ouvidas na próxima semana

29 de setembro de 2017 - 14:18

A 3ª Vara Federal de Santa Maria (RS) começa, na segunda-feira (2/10), as audiências de instrução processual da ação de improbidade administrativa em que a ex-governadora Yeda Crusius é ré. O processo é baseado no inquérito policial denominado Operação Rodin.

 Ao longo da tarde, o juiz federal Loraci Flores de Lima ouvirá três testemunhas arroladas pela acusação. Nos dias 4 e 5/10, outras cinco pessoas serão questionadas pelo magistrado, pelo procurador federal e pelo advogado. Todas as oitivas serão realizadas por videoconferência com os municípios gaúchos de Bagé e Porto Alegre. As audiências para colher os depoimentos elencados pela defesa da ex-governadora ainda serão agendados.

Ação suspensa

O processo movido contra Yeda estava suspenso desde setembro de 2015, mas voltou a tramitar em março deste ano. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) cassou o efeito suspensivo de decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) que impedia o prosseguimento da ação até o julgamento dos recursos apresentados pela defesa da ex-governadora nos Tribunais Superiores.

Três condenados e dois absolvidos

A ação civil pública de improbidade administrativa havia sido ajuizada em 2008 contra Yeda e outras cinco pessoas. Em outubro de 2013, a competência da Justiça Federal de 1º Grau para processar e julgar governadores de Estado foi confirmada pelo STJ, após uma longa discussão judicial. Em fevereiro do ano seguinte, a cissão dos autos foi determinada pelo juiz federal Loraci Flores de Lima de forma a evitar o “desnecessário retardamento da prestação jurisdicional”, considerando o andamento avançado da instrução processual em relação aos outros réus. Três deles foram condenados e dois absolvidos em abril de 2016.

Onze ações julgadas em primeiro grau

Deflagrada em 6 de novembro de 2007 pela Polícia Federal, a chamada Operação Rodin deu origem a dez ações penais, já julgadas em primeiro grau, e quatro ações de improbidade administrativa, das quais três ainda tramitam na 3ª Vara Federal de Santa Maria. Os processos apuram suposta fraude na contratação de empresas para a prestação de serviços para o Detran/RS.

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