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Lançado em 27/3, selo “Portas para o Futuro” oportuniza trabalho para jovens vindos de casas de acolhimento

28 de março de 2019 - 16:51
juiza federal Daniela Cavalheiro discursa no parlatório, observada por autoridades e imprensa

Uma união entre instituições públicas para fazer a diferença na vida de muitos adolescentes.

Com a presença de representantes de entidades públicas e privadas, classe artística e grupos de adolescentes participantes dos programas de acolhimento, foi lançado ontem (27/3) o Selo “Portas para o Futuro”, no Foyer do Teatro do Bourbon Country. A iniciativa conjunta da Justiça Federal do RS (JFRS), Ministério Público do RS (MPRS) e Ministério Público do Trabalho (MPT) tem por objetivo divulgar e incentivar a contratação de adolescentes aprendizes entre 14 e 18 anos, oriundos de casas de acolhimento, como casas lar e abrigos temporários.

juiza federal Daniela Cavalheiro discursa no parlatório, observada por jovens aprendizes e imprensa

“Com a devida vênia, dirijo-me às autoridades presentes nas pessoas dos jovens que aqui se encontram, pois são a razão de tudo que estamos celebrando aqui”, disse a Diretora do Foro da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul, juíza federal Daniela Tocchetto Cavalheiro, na solenidade que oficializou a parceria. A magistrada agradeceu o apoio do MPRS e do MPT na concretização do convênio, ao Banrisul, que financia as bolsas pagas aos jovens, e ao Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), que viabiliza a formação teórica dos aprendizes.

“O programa garante que eles realmente tenham uma porta para o futuro ao completar a maioridade, mais um significado do nome do selo, escolhido por eles. Metade da bolsa que recebem fica para que possam usufruir agora e, a outra metade é depositada numa conta-poupança do Banrisul, para que eles tenham um respaldo aos 18 anos”, explicou a magistrada.

A Justiça Federal de Porto Alegre já conta com 10 jovens atuando. “Eles estão tanto na área judicial, quanto na administrativa. Temos jovens muito capazes em vara previdenciária, em vara cível, na tecnologia da informação e também na Direção do Foro, trabalhando direto no meu gabinete. Eles aprendem rápido e contribuem muito”, avaliou Daniela .

A diretora da JFRS também aproveitou a oportunidade para ampliar o convite para que outras instituições participem do Portas para o Futuro. “Queremos mostrar que a sociedade e as empresas precisam ajudar de alguma forma”, completou.

Durante a cerimônia, foi assinado o convênio entre as instituições participantes, e também lançada oficialmente a exposição “Aprendizando Porto Alegre”, do fotógrafo humanitário Jason Lowe, que retrata algumas das ações de inclusão social e produtiva de adolescentes em vulnerabilidade. Após a solenidade, aconteceu a palestra show “Palavra é poder”, da atriz, escritora, poeta e cantora Elisa Lucinda.

autoridades assinam documento sobre mesa, rodeados de fotógrafos e repórteres

Além da Diretora do Foro da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul, juíza federal Daniela Tocchetto Cavalheiro, participaram da cerimônia: o Procurador-Geral do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury; o Procurador-Chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 4ª Região, Victor Hugo Laitano; a Subprocuradora-Geral de Justiça, Ana Cristina Cusin Petrucci; a Procuradora da Infância e Juventude, Cinara Vianna Dutra Braga, a Procuradora do Trabalho e Coordenadora Nacional da Coordinfância, Patrícia de Mello Sanfelici; o juiz federal Luiz Clóvis Nunes Braga; o diretor do escritório da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Martin Hahn e o fotógrafo humanitário Jason Lowe.

Portas para o Futuro

A iniciativa nasceu a partir de um convênio da JFRS com MPRS, Banrisul e CIEE. “É muito importante dar visibilidade a esses adolescentes, para que, quando completem 18 anos, eles passem a fazer parte do mercado de trabalho e estejam preparados. Esse é o nosso papel, dar esse encaminhamento e capacitar”, afirmou a juíza Daniela Cavalheiro.

O sucesso do convênio permitiu que a Justiça Federal criasse o Selo “Portas para o Futuro”, divulgando a iniciativa para outros órgãos públicos e privados, a fim de aumentar as vagas oferecidas a esses adolescentes abrigados. Esta prática inclusiva possibilita aos adolescentes um primeiro contato com o mercado formal de trabalho.

selo portas futuro letreiro com porta colorida estilizada
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