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Setembro Amarelo na JFRS: palestra debate relação entre transtornos de humor e suicídio

30 de setembro de 2016 - 15:05
Psiquiatra apresentou dados alarmantes sobre suicídio

Psiquiatra apresentou dados alarmantes sobre suicídio

A Justiça Federal do RS (JFRS) realizou, ontem (29/9), a palestra “Trocando idéias sobre transtornos de humor”, atividade integrante  da campanha Setembro Amarelo, destinada à prevenção ao suicídio. O evento foi acompanhado por magistrados, servidores, colaboradores e púbico em geral de forma presencial, no auditório do prédio-sede em Porto Alegre, e por meio de videoconferência para subseções do interior. O médico psiquiatra da instituição, Daniel Chaves Vieira, apresentou inicialmente as mais recentes estatísticas sobre suicídio no mundo, no Brasil e no Estado. Segundo ele, há mais mortes por suicídio que por homicídio, o que surpreendeu grande parte das pessoas presentes. Além disso, de acordo com os números apresentados, a quantidade de ocorrências no RS é alarmante, sendo muito superior à média nacional. Vieira explicou que a tendência ao suicídio tem estreita relação com transtornos de humor, principalmente a depressão e a bipolaridade, manifestações mais comuns deste tipo de transtornos. Eles são, inclusive, considerados fortes fatores de risco, seguidos do uso de álcool e drogas. O médico pontuou que existe uma classificação do risco de suicídio, que vai de leve a grave, de acordo com as intenções manifestas na fala e no comportamento do indivíduo.
Público presente ouviu atento o palestrante

Público presente ouviu atento o palestrante

“Quando a pessoa consegue falar e compartilhar aquilo que está sentindo, isto já é terapêutico”, afirmou. Ele sublinhou a relevância do diálogo como forma de prevenção e de salvar vidas, e apontou a psicoterapia, acompanhada ou não de medicação psiquiátrica, como a forma mais eficaz de tratamento. “Não adianta encher o paciente de fármacos, se ele não tiver a chance de falar sobre seus problemas pessoais com um profissional”, complementou. De acordo com o psiquiatra, ao deparar-se com uma situação em que se desconfia que a outra pessoa possa estar pensando em tirar a própria vida, deve-se procurar abordar o tema indiretamente, com perguntas do tipo: “Quais seus planos para o futuro?”, “Como está sua vida, tem valido a pena?”, “Às vezes, você tem vontade de sumir?”. Se o indivíduo manifestar ausência de planos para o futuro, desencanto com a vida e sem vontade de fazer qualquer coisa, é altamente recomendável encaminhá-lo para auxílio profissional.

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