Exposição “O Corpo como Paisagem”, de Clara Figueira, relativa ao Outubro Rosa de 2014

Outubro Rosa é uma campanha mundial de conscientização para a prevenção e detecção precoce do câncer de mama. O nome remete à cor do laço rosa simbolizando a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Movimento que começou nos Estados Unidos, onde vários estados tinham ações isoladas, tomando em pouco tempo um alcance mundial.

No Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é um dos que mais atinge as mulheres. A cada ano, no país, são diagnosticados cerca de 57.000 novos casos da neoplasia. O Inca aponta que a idade é um relevante fator de risco: cerca de quatro em cada cinco casos registrados após os 50 anos.

A fim de divulgar e alertar sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama, realizando consultas médicas periódicas e o autoexame, a Justiça Federal do RS engajou-se ao movimento internacional Outubro Rosa. Com uma programação envolvendo ações de conscientização sobre os riscos da doença, buscou-se difundir a importância da prevenção, pois se descoberta no início, há mais de 85% de chances de cura. Para marcar a data, o Memorial da JFRS realizou exposição de decisões judiciais ligadas ao tema, demonstrando os desafios para acesso da população à medicação necessária ao tratamento.

Arte elaborada pela artista Clara Figueira , duas imagens de uma mesmo livro : na primeira foto, o livro aberto mostra à esquerda uma página amarelada cujo conteúdo remete ao Manual do Código Civil Brasileiro ; sobre esta página há trechos de poema escritos à mão: "...e os seios que se elevam suavemente como colinas do paraíso " (...) "...é a cura, seio moreno..." (....) "Qual taça inclinada, dele como do céu, flui a vida"... Na outra página, há um recorte redondo e dentro uma arte em forma de seios; ao redor está escrito "O tesouro não é inventariado por um notário, mas por um poeta." Na segunda foto , a página foi virada, e as páginas atuais são escuras sem escritos, mas com detalhes de recortes em cor azul em volta do “furo” onde fica a arte do seio.
Este livro possui duas edições e foi executado na Oficina do Atelier da Prefeitura de Porto Alegre em 2007. Elaborado com recortes e trabalhos da artista Clara Figueira. As frases foram retiradas do livro “História do Seio” de Marilyn Yalon. A outra edição encontra-se no acervo da Associação Cartacanta, Civita Nova Marche, Itália.

A artista plástica Clara Figueira trouxe a exposição “O Corpo como Paisagem”, cujas obras foram criadas a partir de mamografias e raios X de mamas, estabelecendo relações com elementos da natureza, paisagens topográficas ou oníricas, ressaltando o valor do corpo. Também construiu objetos tridimensionais, propondo ao espectador manipular e vivenciar a obra, esperando captar dele conceitos, reações e possibilidades, além de recriar objetos e imagens, dando-lhes uma nova leitura. O evento contou com bate-papo com a artista Clara Figueira e relatos de experiências de servidoras com diagnósticos de câncer de mama.

Duas imagens com artes da artista Clara Figueira: na primeira, dentro de um acrílico há 2 formatos de seios feitos de porcelanas /vidro (ou material semelhante") com tons azulados e cinzas. Na segunda imagem , vários desses seios com cores e tons diferentes em uma areia.

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