Seminário de capacitação em parceria com EMAGIS

Aconteceu, nos dias 26 e 27 de novembro de 2015, o seminário de capacitação para juízes e servidores, promovido de forma conjunta pela Escola da Magistratura do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Emagis/TRF4) e o Memorial da Justiça Federal do RS (JFRS). Composta por palestras, relatos, apresentação de vídeos e uma visita guiada ao Centro Histórico da capital, a programação também marcou o encerramento da exposição “Patrimônio cultural, o espaço e a memória que nos cercam e nos definem”.

O evento iniciou com a apresentação do curta “Desterro Guarani” com comentários do vice-presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI-RS), de Ernesto Ignácio de Carvalho, um dos diretores do vídeo e de Iara Tatiana Bonin, Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) que atuou por onze anos no CIMI-RS.

Os trabalhos iniciaram pela manhã sob a coordenação do diretor da Emagis, desembargador federal Joel Ilan Paciornik. Primeiro a se manifestar, o então diretor do Foro da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul, juiz federal Eduardo Picarelli, saudou as ações de gestão documental e preservação da memória desenvolvidas institucionalmente. “Recentemente, tivemos dois processos que tramitaram aqui no Estado selecionados para o programa Memórias do Mundo da UNESCO. Neles, os juízes federais Roger Raupp Rios e Simone Barbisan Fortes, ainda nas décadas de 1990 e 2000, decidiram a favor da garantia de direitos de pessoas em relações homoafetivas”, comentou. “Isso demonstra a importância da conservação dos autos como registros de momentos e transformações sociais que compõem a nossa história”, afirmou.

Consultora da Gestão Documental na seção judiciária, a juíza federal Ingrid Schroder Slïwka complementou a fala de Picarelli e convidou os participantes a indicarem ações a serem cadastradas no sistema virtual Atom para pesquisa futura. “Sei que em nossa rotina costumamos olhar para o processo como um caso a ser resolvido, mas também é importante enxergar o potencial histórico dos documentos”, ressaltou.